Quando olhamos para trás, nestes dias, e fazemos a retrospectiva do que vivemos, encontramos sempre um "instrutor" que nos acompanhou durante todo o processo. Uns chamam-lhes pais,outros tios, avós,amigos,família, outros chamam-lhe calo de vida. O que importa reter no final, é que sem excepção , percebemos a importância do fio condutor.
Não somos só aquilo que exteriorizamos.É bem mais complexo. E mais complexo que a minha cabeça...tenho sérias dúvidas.
Mais uma vez ( e sei bem que não será a última), estava presente,atenta,disponível e com todas as minhas forças prontas para levantar o que nem sequer era meu.Mais uma vez ( que também não será a última) fui a última a abandonar o barco, a que não deixei que deixassem de acreditar,a que ouvi cada lamento e cada choro ,como se disso dependesse aquela vida. E mais outra vez (como tantas outras que se virão a repetir) apoiei, entendi e calei as razões que não eram minhas , mas que eram as mais justas.
Fico sempre surpreendida, quando o temporal passa, de como as vontades também.
Quem bater na minha porta, sabe, que o fará para sempre desde que essa seja a sua vontade, conheça ou não conheça eu a verdadeira razão porque o fez. Mas quem entra, também sabe que aqui não há opacidades.Aqui não há falta de carácter.Aqui ,ou se é ou não se é.Não se usam as pessoas para nos sentirmos vivos."Usam-se" os outros para não nos deixar-mos morrer.
Portanto não vais voltar a entrar. A porta para ti está encerrada.




